Mais e mais, a cada dia, entra ano, sai ano, as universidades parecem transformar-se em escolas profissionais com o exclusivo objetivo de produzir 'funcionários' robotizados; técnicos de todos os níveis. Esquece de sua missão primordial: formar a inteligência. Quer, isto sim, formatá-la! Não assume a iniciativa de promover, inventar ou reinventar a cultura num mundo que se desfaz e refaz.
A universidade precisa ser entendida como um lugar de comunidade e comunicação, e não como um aglomerado de saberes justapostos, onde seus especialistas se ignoram reciprocamente, criando um círculo em que cada um dá as costas aos demais, em nítida traição à exigência que os congregou, qual seja, uma comunidade de saber que se afirma na unidade das disciplinas e do processo educativo.
A universidade não deve e não pode ser um mero depósito central da cultura. Não é dela a função de distribuir um estoque de saber em pequenas porções aos educandos.
Ensino e pesquisa não podem ser dissociados quando se busca o conhecimento. Contudo, a teoria, ou a força e o poder do conhecimento e da reflexão, deverá estar desvinculada das aderências políticas, administrativas e ideológicas.
Não é papel do educador ser um transmissor de conhecimentos já realizados. É função do educador manter desperto no aluno o princípio da cultura continuada, jamais restrita e isolada na própria escola.
Não cabe ao educador a adequação do conteúdo e da forma de seu ensino aos ditames do mercado de trabalho, às regras da produtividade, do rendimento.
O educador, desvirtuando o real valor do ensino, se contentará em fabricar em série diplomados de todas as espécies, incapacitando-os à elaboração de uma teoria geral da cultura, apta a integrar os saberes no conjunto amplo do espírito e no sentido da totalidade humana.
Um 'alquimista', esse educador possui uma falha de caráter que o "habilita" a fazer o que não é educação: ele não duvida de si mesmo, não questiona o seu próprio saber, pois que está 'protegido' pelas táticas didáticas cujo segredo mantém consigo nos rituais de suas técnicas pedagógicas.
(Caos Markus)
REMETENTE e DESTINATÁRIO alternam-se em TESES e ANTÍTESES. O ANTAGONISMO das CONTRADITAS alçando vôo à INTANGÍVEL verdade.
sábado, 17 de março de 2012
QUARTA-FEIRA, 18 DE ABRIL DE 2012: "NA IGNORÂNCIA DOS SABERES"
Mais e mais, a cada dia, entra ano, sai ano, as universidades parecem transformar-se em escolas profissionais com o exclusivo objetivo de produzir 'funcionários' robotizados; técnicos de todos os níveis. Esquece de sua missão primordial: formar a inteligência. Quer, isto sim, formatá-la! Não assume a iniciativa de promover, inventar ou reinventar a cultura num mundo que se desfaz e refaz.
A universidade precisa ser entendida como um lugar de comunidade e comunicação, e não como um aglomerado de saberes justapostos, onde seus especialistas se ignoram reciprocamente, criando um círculo em que cada um dá as costas aos demais, em nítida traição à exigência que os congregou, qual seja, uma comunidade de saber que se afirma na unidade das disciplinas e do processo educativo.
A universidade não deve e não pode ser um mero depósito central da cultura. Não é dela a função de distribuir um estoque de saber em pequenas porções aos educandos.
Ensino e pesquisa não podem ser dissociados quando se busca o conhecimento. Contudo, a teoria, ou a força e o poder do conhecimento e da reflexão, deverá estar desvinculada das aderências políticas, administrativas e ideológicas.
Não é papel do educador ser um transmissor de conhecimentos já realizados. É função do educador manter desperto no aluno o princípio da cultura continuada, jamais restrita e isolada na própria escola.
Não cabe ao educador a adequação do conteúdo e da forma de seu ensino aos ditames do mercado de trabalho, às regras da produtividade, do rendimento.
O educador, desvirtuando o real valor do ensino, se contentará em fabricar em série diplomados de todas as espécies, incapacitando-os à elaboração de uma teoria geral da cultura, apta a integrar os saberes no conjunto amplo do espírito e no sentido da totalidade humana.
Um 'alquimista', esse educador possui uma falha de caráter que o "habilita" a fazer o que não é educação: ele não duvida de si mesmo, não questiona o seu próprio saber, pois que está 'protegido' pelas táticas didáticas cujo segredo mantém consigo nos rituais de suas técnicas pedagógicas.
(Caos Markus)
TERÇA-FEIRA, 17 DE ABRIL DE 2012: "ORGANIZANDO O FUTURO"
O trabalhador deve repudiar, com muito vigor (porque nefasta aos seus interesses imediatos, quer materiais, quer morais) a colaboração de classes. Esta apenas prepara o enlace definitivo do proletariado ao jugo capitalista, no advento do fascismo. O proletariado não possui a escolha dos meios. Por isso, a sua conduta é ditada pelo capitalismo. A violência organizada e sistematizada obriga a resposta com violência igualmente organizada e sistematizada. À força deve-se opor a força.
O proletariado, em consequência, da mesma maneira que o capitalismo, também deve estabelecer seu sistema de defesa e de ataque; deve traçar o seu plano de destrutivo e construtivo; agrupar todos os elementos do problema que se propõe resolver e organizar suas forças, levando em conta, sempre, o objetivo a ser alcançado, e considerando as modificações frequentes nas quais o seu adversário planeja estrutura e ação.
A primeira tarefa do proletariado consiste em racionalizar a sua própria organização interior, e em escala internacional, se quiser com vitória contra o capitalismo.
Importa que unifique a sua organização sobre o plano mundial, sem deixar de levar em conta as necessidades de cada dia.
O proletariado precisa nessa empreitada estabelecer um princípio geral de organização, para o presente e visando o futuro. E por esta razão, ele deve se opor a 'organizações' que já conhece, as do capitalismo, afastando-se da natureza das instituições que combate. Ou então a luta será inútil e a derrota, antecipadamente, a única certeza.
Na sua própria organização, a sua força de ataque.
(Caos Markus) SEGUNDA-FEIRA, 16 DE ABRIL DE 2012: "IMPOSIÇÃO, IMPOSTOS E IMPOSTORES"
Equivalente a uma lei natural, é sobejamente conhecido como irrefutável axioma: à medida que a sociedade 'progride', uma coisa cresce de valor. Uma lei natural em virtude da qual o aumento da população, o progresso das artes e os melhoramentos de qualquer modalidade fazem crescer uma reserva que a justiça nos autoriza a observar para uso social.
Pois bem, uma vez que o crescimento dessa reserva aplicável ao uso social significa aumento no ganho que toca igualmente a todos os membros da coletividade, oportuno um questionamento: não é claro que a lei, segundo a qual os valores da terra crescem com o progresso social (ao passo que crescem os valores dos frutos do trabalho), não é óbvio que essa lei tende -com o avanço da civilização- a tornar cada vez maior a parte que deve tocar a cada um dos membros da coletividade, quando comparada com a que lhe cabe pelos ganhos individuais? E desse modo, não tende a fazer que o avanço da civilização diminua as diferenças que, num estado social primitivo, existem entre os 'fortes' e os 'fracos', entre os ricos e os pobres?
Essa lei não nos mostra que ao 'progresso' deva corresponder um outro 'progresso'? Não somente quanto ao poder e às faculdades dos homens, mas quanto à igualdade entre eles?
Também não é a mais pura obviedade que o nosso desprezo por esses objetivos naturais está realizando exatamente o contrário -uma desigualdade cada vez mais monstruosa ?!
A história mostra-nos que o valor da terra , decorrente do progresso social, é destinado a satisfação de necessidades sociais. Porque, a recusa em absorver ao uso comum os valores da terra (gerados pelo crescimento da população) implica na 'necessidade' de se obter as rendas públicas através de impostos. Impostos que diminuem a produção, tornam injusta a distribuição da riqueza produzida e corrompem a sociedade.
Recusar o valor social da terra é pemitir que alguns se apoderem do que a todos pertence. E essa recusa gera um direito também natural: o da ação contrária, pela retomada à coletividade da terra que se lhe foi expropriada. Esse direito gera leis próprias, ou seja, que os intrumentos para a retomada sejam os de livre escolha pelos que da terra necessitam. Ainda que tais meios possam aparentar uma outra 'violência'.
(Caos Markus)
DOMINGO, 15 DE ABRIL DE 2012: "PRETÉRITO E FUTURO PRESENTES"
Constante dos estudos de Friedrich Engels,os "peles vermelhas" foram exemplo de constituição 'gentílica' completamente desenvolvida.Uma tribo dividida em diversas 'gens'; e, com o aumento populacional, cada uma das 'gens' primitivas se subdividia em várias outras ("filhas"), para que com o tempo, na ramificação da própria tribo, surgisse entre elas uma conferação das aparentadas.Antes, no entanto, sempre preservada a 'gens-mãe' como 'fatria'.Essa organização simples é totalmente adequada às condições sociais que a criaram. Um agrupamento espontâneo, capaz de dirimir todos os conflitos porventura nascidos no seio da sociedade correspondente.Ali não cabiam nem dominação nem servidão, ausentes diferenças internas entre 'direitos' e 'deveres'.Para o índio, não existia o problema de saber se era um direito ou um dever tomar parte nos assuntos de interesse social.Percebe-se nitidamente a presença, isso sim, da 'coordenação'. Coordenação essa defendida como essencial pelos 'anarquistas'. Com efeito, o quê para muitos hoje é 'utopia irrealizável', já foi a expressiva realidade do índio, um anarquista por natureza.
Cabe, então, perguntar: utopia é uma questão de tempo, uma situação no tempo ou uma condição de um tempo?
(Caos Markus)
terça-feira, 6 de março de 2012
SÁBADO, 14 DE ABRIL DE 2012: "NA ANCESTRALIDADE DO EGO"
Em nossa compartilhada gênese, do ego contemplo mil séculos. E, percebo, pirâmides forjaram super-homens dementes, no padecimento da alma-prima. Do verbo criador ao ato criativo, percorrendo toda a ancestralidade, salta aos olhos a reprodução impensada no instinto já então raciocinado.
Por conta do olvidado, como que pretendendo atenuar a impossibilidade de resgate, o pretérito habitual é motriz da sucessão num continente sedimentado em raças de humano aluvião; abdicado o espólio.
Por exato paradoxo, a revolução que revogando a existência suprime os fatos. Tudo para assegurar 'patrimatrimônio' da estirpe sem qualquer condução. Menosprezado o vínculo, adulterados laços, os que rompem mas não ousam, que hesitam e, ainda assim, confirmam as provas. Tudo em instrução sem nenhuma veraz postulação.
Antecipado o gesto, é quase incesto a dor moral do golpe presto na mira do futuro incerto. Porque determinado só será o múltiplo de geométrica progressão a impressionar na ilusória dízima de períodos tantos. E com a sugestão de que há processos findos de divina e permanente autoria.
Tudo como se existir depois e agora fosse o absoluto venerável. Porque o diverso seria atentado ao lugar certo e sabido na história do inconsciente coletivo, ressureição de pagãos a quem única gruta se destina, ocultada no desatino da inadmissão que afiança o débil intelecto.
Senão, como (jus) tificar a crueldade do litígio, quando, por ambíguo acordo, sucumbe o espírito vindouro em nome da paz passada à limpo por fatais torturas?
Estamos sem significação, artistas rupestres de ícones que somos! E doravante, como antes, as notas de rodapé falarão muito mais que as inúmeras resenhas autobiográficas escritas todos os dias nesta nossa curta existência, garantindo no prelo ulteriores edições revisadas da vida que ingenuamente enxergamos sempre inédita.
(Caos Markus)
SEXTA-FEIRA, 13 DE ABRIL DE 2012: "O DISCURSO DA DESAGREGAÇÃO"
Contemporaneamente, a partir de investigações sobre a família institucional, compreendemos a perda de sentido da antiga 'autoridade familiar', num espaço cuja regulação suprema é fixada na competência (técnica) individual, condição a suprimir os pais como fontes seguras de orientação para se lidar com o mundo externo. São criadas, portanto, novas formas de 'consciência' e, por efeito, inéditas expressões psicopatológicas.
Uma outra 'força' superou a autoridade da família nuclear. No lugar da palavra dos pais, presente, hoje, o discurso 'fascinante' da "organização", qual seja, o Estado associado à grande empresa.
O processo não é assim tão aparente, do ponto de vista institucional. E de pilar da sociedade, a família, nesse discurso, passa a ser o 'lugar' onde ela própria corre o risco frequente de se desfazer.
O seu convencional padrão, substituído pela 'família liberal avançada', transforma-se em simples imagem, e mesmo discursivamente apoiada em textos escolares, na imprensa, pela Igreja, parece ser reflexo de inevitável morte do modelo.
O indivíduo, e não a individuação, adquire 'status' de superioridade, outorga que se lhe é concedida tão-somente em razão das conveniências do Estado, a quem de fato interessa a desagregação.
(Caos Markus)
QUINTA-FEIRA,12 DE ABRIL DE 2012: "CONTRAPOSIÇÕES"
Quanto mais se pretenda racionalizar o capitalismo atual, maiores serão os antagonismos que se criarão.
Há uma evidente razão neste raciocínio: a intenção dos conglomerados empresariais é a de eliminar o trabalho humano.
A racionalização, agora, é aplicada na redução dos preços de custos, visando ainda maior acréscimo ao lucro.
Os métodos, as tecnologias utilizadas na obtenção desse resultado, tiveram início com a organização científica do trabalho e a sua padronização (ou, a unififormização dos produtos). Paulatinamente, novas reformas foram então introduzidas.
Produzir em série pressupõe consumo igualmente seriado. Desnecessário outro motivo, o adestramento (pelo poder de sedução) dos consumidores é condição básica à boa operacionalização desses novos métodos.
O consumo instintivo, pois, deve ser repensado, procurando em seu lugar o consumo racional.
A função da racionalização capitalista assim se autodetermina: aperfeiçoar, padronizar e impor o produto como 'norma'. Simplificar a mão-de-obra manual tornando-a mais rentável. Imprimir ao trabalho o máximo de eficiência na contrapartida do mínimo esforço. Coordenar as empresas com a finalidade de se evitar o gasto inútil de matérias-primas e energia, diminuindo o quanto possível os indesejáveis efeitos da concorrência.
O capitalismo não tem mais definido objetivo senão o da diminuição do custo da produção, em acréscimo de benefícios aos proprietários dos seus meios, nada se importando com os prejuízos imensos causados aos trabalhadores, àqueles que vendem a sua mão-de-obra.
De fato, o aumento da produtividade do trabalho, através do aperfeiçoamento técnico, constitui a clássica forma do progresso da produção capitalista. Essa racionalização acarreta, por efeito imediato, a subtração radical na oferta de empregos.
Por outro aspecto, a desvalorização da soma total de salários da classe trabalhadora explica a retração do mercado (não obstante o estimulado consumismo, e com ele a inadimplência), e, pelos monopólios e cartéis, a luta agravada nos mercados, desencadeando, inevitavelmente, sucessivas guerras, voltadas a novas divisões do mundo.
Humanizar e sistematizar a economia racionalizada, eis a tarefa realmente revolucionária, rumo à pacificação da beligeância, já que as guerras são o fruto podre das ambições desmedidas de uma imensa maioria de homens, num sistema minado por suas própria contradição, trilhando contraposições.
A reorganização econômica da sociedade, só ela, revolucionariamente, trará paz aos povos.
(Caos Markus)
QUARTA-FEIRA, 11 DE ABRIL DE 2012: "SE VOCÊ DISSE QUE EU DESAFINO"
"ACORDA, AMOR! EU TIVE UM PESADELO AGORA, SONHEI QUE TINHA GENTE LÁ FORA!"
MINISTÉRIO DEFENDE MONOPÓLIO DO ECAD
AO DEFENDER O MONOPÓLIO DO ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO (ECAD) no processo em que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga a formação de cartel pelo Ecad e pelas associações filiadas, O MINISTÉRIO DA CULTURA FORNECEU ARGUMENTOS PARA UMA POSSÍVEL CONDENAÇÃO DA ENTIDADE.
Para o ministério, o Ecad é um monopólio natural protegido pela Lei de Direitos Autorais (nº 9.610), que deu a ele a exclusividade na arrecadação e fixação de percentuais desses direitos. Para os órgãos de defesa da concorrência, monopólios devem ser punidos pela Lei Antitruste (nº 8.884), pois reduzem a competição no mercado.
A CONCLUSÃO DO MINC ESTÁ EM PARECER DA DIRETORIA DE DIREITOS AUTORAIS, ASSINADO PELA MINISTRA ANA DE HOLLANDA: "NÃO HÁ DÚVIDA QUE O ECAD É UM MONOPÓLIO.
Esse monopólio decorre da Lei de Direitos Autorais.
O ministério informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a legitimidade da cobrança unificada de direitos autorais, em 2003, e que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiu que o Ecad fixasse os preços. "Segundo copiosa jurisprudência do STJ, é legítimo o arbitramento pelo Ecad da precificação dos direitos autorais na modalidade apontada", informou o ministério.
O problema é que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça pediu ao Cade justamente o fim do monopólio no setor. A SDE quer que os percentuais sejam de livre fixação pelas associações dos artistas e autores. O objetivo seria ter um mercado em que os artistas buscam as associações com melhores propostas e os percentuais de cobrança de direitos autorais seriam livres.
O processo contra o Ecad foi aberto após a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) contestar na SDE a cobrança de 2,55% da receita bruta das empresas de TV por assinatura. O valor equivale a mais de R$ 250 milhões e era cobrado de maneira unificada pelo Ecad. Todas as TVs eram chamadas a pagar. O Cade está para julgar o assunto e é tradicionalmente contrário a monopólios e à fixação de preços unificados. Não obstante, o Minc defendeu um monopólio ao Cade.
Há outras contradições no processo. O Minc fez dois pareceres completamente distintos. No primeiro, de 2010, concluiu que os preços cobrados pelo repertório de cada artista deveriam ser diferentes, proporcionais ao conteúdo da música. No segundo, defendeu que o Ecad está no topo da pirâmide de arrecadação de direitos autorais, num "sistema de gestão coletiva unificado da música". O objetivo do sistema seria o de "reunir o máximo de representações de direitos incidentes sobre as obras musicais e fonogramas". "Esse licenciamento unificado evita cobranças aleatórias", disse o Minc.
A diferença entre os pareceres está em seus autores.
A DIRETORIA DE DIREITOS AUTORAIS FOI TOTALMENTE TROCADA DURANTE A GESTÃO DA MINISTRTA ANA .
A ANTERIOR EA CRÍTICA AO ECAD E A NOVA PASSOU A DEFENDÊ-LO.
Os procuradores que analisaram o caso também tiveram manifestações opostas. A Procuradoria do Cade recomendou o fim da fixação conjunta de preços pelo Ecad, em 2011. Na segunda-feira, o Ministério Público Federal concluiu parecer dizendo que não há espaço para a defesa da concorrência nessa área.
Procurada, a ABTA informou que acha "NO MÍNIMO ESTRANHO O FATO DE DOIS PARECERES DO MINC SEREM TÃO CONTRADITÓRIOS EM TÃO POUCO TEMPO". O Ecad preferiu aguardar a decisão final do Cade. "Só vamos nos pronunciar após a manifestação dos conselheiros", afirmou o advogado do escritório de arrecadação.
(copydesk, Caos Markus)
TERÇA-FEIRA, 10 DE ABRIL DE 2012: "CLANDESTINO PODER"
Faz pouco tempo, a gente não tinha tanta novidade. O novo era então tudo e só o que esperávamos.
Esperávamos?!Não! A gente não ficava com a mão aberta até que um mais afortunado fizesse a sua piedosa caridade (a sua maior certeza, também, de ainda mais fortuna fazer, através da manutenção da sua "piedade" a tantos quantos permaneciam miseráveis por conta disso).
Se uma maioria parecia dispersa nas chamadas 'massas populares', havia quem destas pretendesse (convicto!) a emancipação. Tudo em nome de uma 'liberdade' precedente a qualquer moderno conceito de Estado de Direito; mais ampla que a contemporânea 'garantia dos direitos fundamentais'. Porque 'fundamental' era a liberdade, concreta e concretizada, sem os meios termos nem o mínimo ético. Absoluta, integral, essencial, internacional.
Os comunistas defendiam-na, doutrinariamente e por meio do pragmatismo político.Todavia, segregados, nem sempre ou em qualquer lugar podiam sublevar-se contra os oligarcas. Então, reunidos em suas"células", conspiravam o mundo mais justo, a sociedade igualitária, a luta de classes -indispensável à realidade das suas utopias.
Também no Brasil, houve quem não hesitasse proclamar o advento comunista, articulando na clandestinidade o seu porvir. Nuances entre o 'comunismo' e o 'socialismo', ou mesmo o 'anarquismo', jamais foram impedimento às estratégias então planejadas. Até eventuais seguidores de Bakunin, partidários remanescentes do 'socialismo libertário', poderiam ser tolerados por marxistas, leninistas ou trotskistas.
Porque na promoção do bem comum (pela transformação da sociedade e da relação de classes), grandes e pequenas lutas convergiriam à uma grande história, afirmavam todos.
Revisionistas à parte, brasileiros e brasileiras, sufocados por golpistas militares (também, ou, principalmente, os civis), insurgiam-se mais uma vez, já passada a ditadura Vargas, superado o entusiasmo nacional com Juscelino, derrotado Jânio Quadros e expulso Goulart. Todos retomando a luta contra o Estado pequeno-burguês.
Dessa feita, a clandestinidade se dava através dos "aparelhos", onde os ditos "subversivos" tramavam "guerrilhas".
História mais recente, todos sabemos no que deu. Nas aposentadorias que o Estado deu a alguns, inclusive, nem sempre tão guerrilheiros assim. E também sabemos no que deu e no que deram estes últimos: presidentes e ministros de estado, que, distantes anos-luz de um Marighella, por exemplo, conspiram, em nome de uma revolução adiada, no codinome do poder, o mausoléu da esquerda nacional.
Em cada prefeitura, no Alvorada (do crepúsculo à madrugada, até o alvorecer), hoje, há centenas de modernos "aparelhos"-gabinetes, destinados a garantia de uma vaga ordem nacional num incerto progresso ideal.
Quem sabe, por isso, da outrora mobilização do antigo proletariado, na já extinta luta de classes, tão-somente reste a recordação, acima de maior aspiração.
(Caos Markus)
SEGUNDA-FEIRA, 9 DE ABRIL DE 2012: "FINALIDADE, O PRESSUPOSTO DA EXISTÊNCIA"
Num estudo sintético e unitário, identifica-se como mais adequada metodologia, a fim de se conhecer o Estado enquanto um todo, através de elementos utilizados também em outras ciências.
Então, são buscados princípios do Estado vigentes a qualquer tempo, distanciando-se do estudo esparso. Nessa 'unidade', se lhe investiga a origem, finalidade, organização, as formas típicas e os meios de atuação.
O conjunto, intitulado 'Doutrina do Estado', destaca de início a procura da origem ou 'formação' do Estado. Após, investiga-se a sua 'finalidade', a sua 'organização', suas 'formas' típicas, e como ele, o Estado, atua.
Maior relevância é dada à 'finalidade' do Estado, considerando-se que qualquer questão política importante alcançará solução se perceptíveis os fins estatais. Porque é a 'finalidade' o pressuposto da existência do ser; a causa final é a primeira na concepção, e a última na execução. A meta, o 'fim', do Estado é a determinante da sua existência. E o seu objetivo final estabelecerá a sua continuidade.
Explica-se o porquê: a função gera o órgão, desde que essa função seja a finalidade. Assim, o órgão servirá à execução.
Com brevidade: o Estado é meio e não fim.
Historicamente, observa-se o Estado assumindo múltiplas modalidades, desobrigado a um 'tipo padrão' pré-fixado. Destacam-se, entretanto, três "espécies": o patrimonial, o político e o jurídico.
Na sua forma de atuação, contudo, comprova-se, o Estado não pode recorrer a meio qualquer se pretende alcançar sua finalidade.
Com efeito,o meio desprovido de idoneidade é sempre inepto à pretensão de verdadeiramente se constituir um Estado.
Não serão suficientes, ainda, os meios por si só aptos. Há de ser reconhecida a moralidade presente nesses meios.
Afinal, quem quer os fins, pretende os meios. E o contrário disso é evidente expressão de totalitarismo.
Porque em uma crítica atual do totalitarismo, ele não é mais identificado em sua forma clássica, aparente à superfície. Agora, impõe-por imprescindível constatar: se ausente a auto-limitação do Estado, eis presente o totalitarismo.
Adotando os critérios da crítica contemporânea sobre a Doutrina do Estado, resta-nos refletir se de fato e de direito temos um estado brasileiro.
(Caos Markus)
Assinar:
Postagens (Atom)