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Deus acredita em mim?
Ou, por tê-lo inventado,
o tornei semelhante a mim,
descrente como eu mesmo?
E por isso, dotado de um transtorno dissociativo,
ele adotaria duas personalidades distintas,
unidades totalmente integradas e complexas,
com memórias, padrões de comportamento próprios?
A transição repentina de uma para outra personalidade
respeitaria mínima memória residual quando deus
pretendesse o inverso, ou seja, que eu nele devesse acreditar?
(Caos Markus)
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