REMETENTE e DESTINATÁRIO alternam-se em TESES e ANTÍTESES. O ANTAGONISMO das CONTRADITAS alçando vôo à INTANGÍVEL verdade.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
SÁBADO, 9 DE AGOSTO DE 2008: "PROLE".
QUINTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2008:"CENOGRAFIA".
Sem discutir o mérito dos pretensos tributos aos denominados "subversivos", do golpe militar de 64 (gracias a la vida, não são homenagens póstumas), algo me chama atenção, em especial, nessas louvações: a escolha de fotografias 'preto e branco'. Justifico. Em se tratando de sobreviventes da militância, por que não fotos atuais dos homenageados!? A resposta, eu creio, possa ser o 'gosto passional' pelo 'saudosismo histórico', a cenografar coreografia de luta armada, tratando episódio tão marcante como uma singela novela de época.(Marcus Moreira Machado)
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
TERÇA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2008: "EXCLUSIVIDADE".
É indispensável, forçoso mesmo, repelir os valores que privam o ser humano, para, então, eleger o homem como supremo valor. Impõe-se por necessário substituir todas as morais que convertem em sagrado o império da terceira pessoa, por uma outra, exclusiva: a que se fundamenta na soberania da primeira pessoa. Pois, não existe moralidade, senão na fidelidade a si mesmo, na sujeição às reivindicações mais íntimas da nossa natureza.(Marcus Moreira Machado)
quinta-feira, 31 de julho de 2008
SEGUNDA-FEIRA, 4 DE AGOSTO DE 2008: "LUCRO: UM MEIO".
Contrariamente à impressão que se tem (sugestão empiricamente criada pelas relações de mercado e reforçada pela economia política burguesa), o lucro não é produzido pela venda da mercadoria. Se ele surge na esfera da circulação, é, todavia, gerado no contexto da produção. O lucro, pois, é a mais-valia apropriada pelo capitalista, mais-valia que se transforma em lucro no ato da venda da mercadoria.
Contudo, é de se ver, o lucro é apenas 'meio', o condutor da economia capitalista -a acumulação de capital. Acumulação que se realiza exclusivamente mediante a efetivação da mercadoria, ou seja, se esta for comercializada, vendida. Por este motivo, o processo de acumulação combina -em único e indispensável movimento- produção e circulação. Na mercadoria, pois, o lucro é embrião sob a forma de mais-valia, surgindo, então, no ato da venda, na forma de moeda. E uma vez obtido, o lucro voltará ao ciclo da produção, quer dizer, será reinvestido. A imediata consequência será novo e ampliado lucro, em sequência indefinida. Esta, com efeito, a estrutura da acumulação de capital: o processo de reprodução permanentemente ampliada.(Marcus Moreira Machado).
DOMINGO, 3 DE AGOSTO DE 2008: "REPRODUÇÃO CAPITALISTA"
Ainda que não apropriado se falar de uma 'teoria da população' em Karl Marx, não obstante, dois elementos estão presentes em toda a sua vasta obra: 1) Não há uma "lei geral" de população, válida para todo período histórico e qualquer tipo de sociedade. Cada modo de produção tem 'leis específicas' de demografia. 2) No modo de produção capitalista, as 'leis de população' são as leis de acumulação do capital, sobretudo através dos 'termos da reprodução da força de trabalho' e por meio do 'exército industrial de reserva'.
Em consonância com a tradição clássica, Marx identifica na própria 'dinâmica da história e da sociedade' a 'dinâmica da demografia'. No entanto, dela se afasta, opondo-se ao seu 'historicismo linear e mecanicista', notando que não há senão leis concretas, peculiares a cada sociedade, ditadas pelo seu modo de produção. Por efeito, cada modo de produção possui suas leis próprias de população, que não são mais que as mesmas leis gerais desse modo de produção, expressas, porém, demograficamente. Assim, é compreensível se falar em 'leis demográficas' para o modo de produção capitalista, leis concretas a esse modo de produção e que não passam de manifestação de suas leis gerais. Por isso, contrapondo-se a Malthus, Karl Marx afirma o caráter social das 'leis demográficas'. E no modo de produção capitalista, assevera Marx, a 'reprodução dos homens' faz parte do processo de 'reprodução do capital', razão pela qual a expressão 'reprodução dos homens' significa, mesmo, 'reprodução de força de trabalho', pois que sob o capitalismo a população é 'população para o capital'.(Marcus Moreira Machado)
quarta-feira, 30 de julho de 2008
SEXTA-FEIRA, 1 DE AGOSTO DE 2008: "NOITES DE BALADAS".
NOITE OMINOSA (nefasta): a denominação foi dada pelo historiador Rocha Pombo para a noite de 21 para 22de setembro de 1710, quando o Rio de Janeiro abandonado pelas autoridades que deveriam defendê-lo, ficou exposto à sanha destruidora do invasor francês Duguay-Trouin. A noitada sinistra foi marcada pelo fogo da artilharia corsária, que despejava ferro, chumbo, chamas e morte, no bombardeio mais pavoroso e covarde que até então a cidade jamais sofrera. NOITE DA COVARDIA: assim chamada aquela em que embarcou, fugindo para o Brasil, a família real de Bragança, sob chuva torrencial na entristecida Lisboa, a 2 de novembro de 1807. Entre outros acontecimentos desagradáveis, ressaltou-se o escândalo provocado pela rainha louca, Dona Maria I, acometida de aguda crise de desespero. E acompanhando os brados da soberana, o povo vaiava estrepitosamente os fujões, quer dizer, a nata da aristocracia lusitana,que, chefiada pelo Príncipe Regente, esvaziara os cofres públicos, abandonando a pátria aviltada, empobrecida e desguarnecida. Hoje, sabemos, pois, que o Banco do Brasil, criação de Dom João VI, teve seu lastro inicial com o dinheiro usurpado do erário português.(Marcus Moreira Machado)
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