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Aceitando o relativo, o homem admite a possibilidade. E sua liberdade, então, é disponibilidade.
Valorizando exclusivamente o que parte de si, enxergará a liberdade absoluta na criação. Daí, nada se impõe, porque ser livre é, assim, criar espontaneamente, como jamais se imaginara.
Ora, se a disponibilidade não é uma aceitação de tudo, é, por outro vértice, um poder de tudo averiguar. Nada é ignorado por antecedência.
Com o campo da possibilidade aberto, não há porta alguma impedindo a entrada. Pois a vida é a paixão de esgotar tudo o que se lhe oferece.
Afastado de valores absolutos, não buscará viver melhor, mas sim viver mais, em intensidade que agora já é qualidade.
Contudo, somente o finito da sua condição pode levá-lo a essa paixão. Afinal, só a morte justifica o amor intenso pela vida. É este amor justificado, a revelar lucidez, que torna a vida sensível, aproximando o ser do mundo que é.(Marcus Moreira Machado)
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