Um sistema de dominação pode legitimar-se utilizando padrões de racionalidade técnica, institucionalizando a não menos ideológica tecnocracia. Equacionar esse problema é transformar socialmente a formação acadêmica, acrescentando à informação de cunho essencialmente técnico a formação para a vida. Mais que simples possibilidade, essa é uma probabilidade, a confirmar-se somente quando o aprendizado for, pelas ciências, o da reflexão acerca das consequências práticas dessa lacuna, quando, então, poderão resgatar e renovar energias dirigidas a formação acadêmica voltada à transformação social.
Transgredir será, com efeito, superar a agressão, imprimindo-se ascendência à sociedade, forjando-a em contínua sucessão de novas formas.
(Caos Markus)
REMETENTE e DESTINATÁRIO alternam-se em TESES e ANTÍTESES. O ANTAGONISMO das CONTRADITAS alçando vôo à INTANGÍVEL verdade.
sábado, 20 de novembro de 2010
SEGUNDA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2010: "TRANSGREDIR"
Um sistema de dominação pode legitimar-se utilizando padrões de racionalidade técnica, institucionalizando a não menos ideológica tecnocracia. Equacionar esse problema é transformar socialmente a formação acadêmica, acrescentando à informação de cunho essencialmente técnico a formação para a vida. Mais que simples possibilidade, essa é uma probabilidade, a confirmar-se somente quando o aprendizado for, pelas ciências, o da reflexão acerca das consequências práticas dessa lacuna, quando, então, poderão resgatar e renovar energias dirigidas a formação acadêmica voltada à transformação social.
Transgredir será, com efeito, superar a agressão, imprimindo-se ascendência à sociedade, forjando-a em contínua sucessão de novas formas.
(Caos Markus)
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
DOMINGO, 26 DE DEZEMBRO DE 2010: "IMPOSITIVO"
Se a norma deve corresponder a uma realidade concreta, também, a um só tempo, não se pode relegar a plano secundário a natureza da ciência jurídica, qual seja, 'normativa', em absoluto. Todavia, no Brasil, hoje, é tendência que se consolida explicar o mundo jurídico tão-somente através da Sociologia, em exage...ro muito próximo a desvio doutrinário; ou, dando "nome ao bois", atalho denominado "Sociologismo Jurídico". Ora, inegável, é de se reconhecer a vantagem ao jurista de não perder contato com a realidade histórico-social. Condenável, entretanto, é o Direito excluir toda especulação ideal sobre a justiça e acerca dos valores éticos, visando, assim, transformar 'fatos' em 'valores'.
Com efeito, a impositiva "cultura da conciliação", prática usual em todas as instâncias do Judiciário, traduz-se em negação dos nossos fatos históricos-sociais, subverte o Direito, e oculta a concretude de outra realidade -a epidemia do corporativismo na magistratura; fenômeno este que se presta a apartar o cidadão 'jurisdicionado' da 'casta judicante', ficcionando "direitos" àquele apenas para a preservação dos privilégios desta.
É o Estado-Juiz, fac-simile do Estado Político-Administrativo institucional, a proclamar 'emancipação popular' (mesmo com recusa ao Direito Alternativo, a via típica dos movimentos sociais), enquanto mantém para si patrimônio que nem 'de fato' nem 'de direito' lhe pertence: a nação brasileira.
(Caos Markus)
SÁBADO, 25 DE DEZEMBRO DE 2010: "FUTURISMO"
Eis que somos do futuro a vanguarda:
na supressão do antagonismo, positivamos o consenso, institucionalizando a cultura da conciliação; sacralizando o profano, celebramos o paganismo abençoado; no coloquial, toda a erudição da nossa retórica; e na mímica, a exclusiva manifestação gestual do amor.
Eis que fomos ao futuro sem o pretérito e o presente na bagagem.
(Caos Markus)
domingo, 14 de novembro de 2010
QUINTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2010: "APÓCRIFA"
QUARTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2010: "LIÇÃO"
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
TERÇA-FEIRA, 21 DE DEZEMBRO DE 2010: "FADÁRIO"
Sancho Pança não enxergava os mais de trinta insolentes gigantes que só o nobre cavaleiro avistava. No entanto, era por demais fascinado pela loucura para renunciar ao cargo do fiel escudeiro. Talvez somente ele entendesse que lutava o seu amo por outras coisas além de gigantes ou moinhos de vento. Pois, não hav...erá também a glória de uma outra magnífica vitória que devemos perseguir? Não estaremos todos predestinados a nobres propósitos em incomparável jornada? Certamente, a dissolução em que nos encontramos é transitória; não é fadário o desaparecimento de um povo corroído pelo aviltamento; a sua recuperação será mais breve se mais rapidamente bradarmos o nosso descontentamento.
Sei que existem milhares de homens que na essência concordam comigo, mas que não estão em condições de exprimir seus pensamento. São "pobres"; estão metidos em negócios; e sabem que se disserem o que honestamente pensam, certas pessoas lhes recusarão o patrocínio.
(Caos Markus)
SEGUNDA-FEIRA, 20 DE DEZEMBRO DE 2010: "QUEM FALA E O QUÊ FALA"
Noutras décadas, de eras não tão priscas assim, existiram duas espécies de pessoas, somente: as que estavam de um lado e as que não estavam desse, mas sim daquele outro. Ou melhor, dois comportamentos, então: os que falavam e os que faziam calar a boca. Como uns falavam -e o que falavam é uma outra história-, como e porquê alguns, não poucos, faziam calar a boca dos primeiros, não é uma outra história diferente em razões e falta de razões. De lá para cá, anarquistas e ateus tornaram-se governantes e ministros da eucaristia, as favelas e o tráfico de entorpecentes ocuparam maior destaque na mídia. Esta, por sua vez, de rabo preso com o leitor porque sem ele não dá para não justificar, invadiu a privacidade e o anonimato da cidadania, inventando que ninguém a possuia e, por isso mesmo, imbuindo-se do mister de suscitar aprovação ou desaprovação de assuntos variados sobre o tema (na necessidade, na.verdade ou na falta dela), sempre comprovando pela deusa-estatística que o povo sabe o quê quer (ainda que nem tivesse o tal povo jamais pensando em dividir com o próximo algo além da comum alienação). Enfim, parece que houve um outro tempo; parece que agora chove torrencialmente no deserto do Saara, e ininterruptamente neva na selva amazônica. Parece, enfim, que hoje só existem duas espécies de pessoas, as que falam e as que, mesmo não gostando do que ouvem, no mínimo suportam a hora e a vez dos que têm algo a dizer.
(Caos Markus)
DOMINGO: 19 DE DEZEMBRO DE 2010: "MUROS"
Há uma canção no filme "Pink Floyd, the wall" que ao retratar a revolta e indignação do personagem traduz constante realidade observada nas nossas escolas: - "Nós não precisamos de educação e nem que controlem os nossos pensamentos". Sem nenhuma dúvida, o ensino "laico", em oposição à educação institucionalizada a partir de doutrinas e ideologias várias; todas elas com o mesmo propósito, dogmatizar; está ainda muito distante daquilo que se convencionou denominar "educação democrática". Reflexo da burocracia colossal do Estado, a Escola no Brasil ostenta padrão de excelência apenas na reprodução de uma sociedade viciada em vago conceito de "competitividade", a revestir-se da mais ampla permissividade no descabido "salve-se quem puder", em nome da concorrência profissional neste mercado de trabalho a cada dia mais limitado. Conduzidos à alienação, não são chamados os educandos à participação, através de estímulo ao "auto-didatismo" complementar pelo desenvolvimento da crítica. p A pretensão é dar continuidade à formação de gerações reduzidas em seu precesso intelectual. E, pior, trata-se de procedimento "maquiavélico": não raro, professores, diretores, assistentes, coordenadores etc., etc., são os primeiros a consentir o modelo educacional fundamentado no "monólogo", no discurso unilateral, do tipo "quando um burro fala o outro abaixa a orelha". Prepostos de administrações tacanhas, funcionários disputam o poder miúdo. Quanta gente não fica fascinada com um "cargo" de diretor executivo da A. P. M. (Associação de Pais e Mestres), ou membro do "Conselho de Escola"?! Ser diretor de alguma coisa, conselheiro de outra, parece adquirir importância bem maior da pressuposta no efetivo exercício de tais funções. No entanto, "revestido" dessa "autoridade", fulanos e beltranos repassam aos seus pretensos subordinados (os alunos) a ideologia do opulento aparato estatal. Muito curioso é constatar, por ocasião de greves de profissionais da educação, a ausência de sua "produção". Pois a sociedade não está convencida de que não pode ficar sem o trabalho desses presunçosos. Afinal, "compramos" um "produto" somente quando convencidos de que ele nos faz falta, de que viver sem ele seria viver mal. Porém, a falsa idéia da falta de um diploma é a contradição dos próprios mestres: reclamam por melhores salários, afinal têm diploma de curso superior! E daí? Ora bolas! Há ainda quem acredite merecer maior remuneração porque é pós-graduado num vago curso de não sei o quê. Atualmente, é grande o número de empresas que exigem o segundo grau completo na seleção de pessoal para a produção. E, seguidamente, para a vaga de "técnico" exige-se o diploma superior em engenhearia ou tecnologia. A coisa não tem fim. Um engenheiro formado pelo ITA, por exemplo, pode ser considerado profissional mediano ao procurar emprego no erroneamente denominado "Primeiro Mundo".
"Construtivismo", Piaget ou Paulo Freire fazem parte dos coquetéis culturais da elite de educadores nacionais.Tudo regado ao tempero de esotéricos "ensinamentos" da embalsamada "vanguarda socialista". Que porre! Quanta purpurina! E que inútil pranto o de professores que nada professam. Ou professar não é preconizar, ensinar? Porém, existirá de fato entre nós "educação", na acepção do termo latino "educare" ? Mas chega de tantas indagações.
É preciso admitir: se um metalúrgico é melhor remunerado que o seu professor, isso ocorre porque a economia sente falta, no mínimo, daquilo que ele produz. O convencimento da necessidade do seu trabalho é inequívoco. O mesmo não se pode dizer de muitos dos nossos docentes: não convencem e não produzem; apenas reproduzem. Controlar os pensamentos do corpo discente tem ocasionado processo "sui generis", onde "educador" e "educando" parecem estar num formidável campo de batalha, cada um lutando por diferentes propósitos. Dados recentes dão conta de que em quarenta por cento das escolas, país afora, confirmam-se atos de violência entre aluno e professor. Diametralmente opostos, um e outro tornaram-se rivais: o primeiro reage prontamente ao segundo; este, por seu turno, pretende monopolizar o raciocínio.
Os "muros" do "Pink Floyd, the wall" não são mais que trincheiras onde buscam abrigo os lobos vestidos em pele de cordeiros, isto é, os "mestres". Esses "muros" ainda cairão. Ao caírem, talvez anunciem nova era, a de uma outra e mais próspera instituição escolar. E possivelmente sepultem tantos quantos hoje se acreditam merecedores de um lugar no "Olimpo" da nossa "Educação". Tanto faz, tanto fez, os muros caídos por si só significarão espetacular progresso.
(Caos Markus)
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