O AMOR É ETERNO PORQUE ELE VAI EMBORA ANTES, QUANDO PERCEBE QUE NÃO SERÁ POPUPADO.
(Caos Markus)
REMETENTE e DESTINATÁRIO alternam-se em TESES e ANTÍTESES. O ANTAGONISMO das CONTRADITAS alçando vôo à INTANGÍVEL verdade.
Gostar ou não de "nossa" cidade: isso não é assim. Em São Paulo eu mesmo me identifico como legítimo Jeca (assim mesmo, com letra maiúscula), acrescentando (da música do Xangai): "Nóis é jeca mais nóis é jóia". Jamais me imaginara morando aqui . Daqui, muito eu aprecio: o anonimato. Explico: sou mais um e um a mais. Se no interior quase todos temos e somos, mutuamente, 'referência'; aqui, ao invés de 'referência', cada um é compelido a se aproximar o mais possível do seu próprio 'eixo'. E, sem dúvida, 'referências' (ou, então, 'referenciais') não sentam à mesma mesa com 'eixos'. Enfim, na metrópole (eu a chamo de o maior "Museu de Antropologia Itinerante do Mundo") o 'indivíduo' tem oportunidade (pela própria necessidade) de (re)conhecer-se, ou, de melhor avaliar sua real identidade. Interior? Qual deles? O das referências/referenciais? O dos meus conterrâneos, o dos amigos, o dos enlaces e desenlaces etc., etc.? E eu repudiaria o meu próprio berço!? Gosto, sim, do interior. Todavia, repudio os lugares sitiados por extensa rede de "mafiosos", que (o mais grave!) os descaracterizam, distanciando-os desse 'meu berço'. Você, interiorano, deve saber exatamente do que falo: desse arremedo de máfia, que nada tem de jeca. São Paulo, a capital, é melhor? Não. A diferença: aqui tudo é 'mais'. Mais calhordas, mais gente honrada, mais moradores de rua (em torno de 15.000 pessoas)... por aí afora e adentro. A "Cosa nostra" interiorana difere apenas na escala, com a falsa impressão de 'dignidade' preservada, maior 'referência' a exibir e refletir honradez cheirando a formol.
A "Síndrome de Diógenes", ou "Síndrome de Negligência Senil Self ", são expressões usadas para descrever um adulto mais velho que vive na miséria, mas sem sinal algum sinal de deficiência mental ou cognitiva suficiente para explicar a negligência do "self". No entender de determinados estudiosos do assunto, a miséria e acumulação são apenas sinais de transtorno obsessivo-compulsivo, demência ou outros transtornos mentais. Todavia, a maioria dos psiquiatras já conheceu em abundância casos sem razões de 'transtorno psiquiátrico'. Alternativamente, a "Síndrome de Diógenes" pode simplesmente ser uma descrição da situação social. Ou seja, um sinal da nossa cultura paternalista, onde uma pessoa com menos de 65, vivendo na miséria, é vista por milhões de indivíduos (através da mídia televisiva, principalmente) como se estivesse nos últimos 65 anos de sua idade.
A gente se esquece de seguir o velho dito popular: "fazer até onde o braço alcança". Ou, como aconselhava meu pai: "-Nunca faça cem por cento do quanto você é capaz. Ninguém vai saber que você está no seu limite, e vai exigir mais ".
Afinal, devemos respeito a nós próprios.
Além, eu vou.
Temos feito por nós o mínimo que justifique a nossa presença na Terra? Deus, a quem se reverencia, nos pede auto-flagelo?
Não. "Eu vim para quê todos vivam em abundância", disse Jesus.
A 'abundância' não poderia ser material, apenas. Ou não seriam palavras do Cristo, bastando recordar que não foi outro quem também falou : "Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus".
Com Cesar ficasse, então, a 'abundância material', assim eu entendo. Porque o viver em companhia de Deus, deveria ser suficiente à própria sobrevivência, como a harmonia encontrada no "Bem aventurados os humildes".
Afinal, seria falta de respeito com o Criador a gente não se respeitar enquanto Criatura!
(Marcus Moreira Machado)