REMETENTE e DESTINATÁRIO alternam-se em TESES e ANTÍTESES. O ANTAGONISMO das CONTRADITAS alçando vôo à INTANGÍVEL verdade.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
TERÇA-FEIRA, 13 DE MAIO DE 2014: "VISÃO SISTÊMICA DO ENVOLVIMENTO"
O aprendizado não é adquirido somente na escola, é construído pela criança em contato com o social, junto com sua família e nos ambientes a envolvê-la. À família é creditado o primeiro vínculo da criança, inserindo-a no mundo cultural, simbólico, onde começará a construir seus saberes. Na realidade atual, as famílias estão despersonalizadas, situando-se em plano inferiorizado na sociedade, não sabendo lidar com situações novas: pais trabalhando, ausentes por tempo demasiado; ou em conflitos constantes nos escassos momentos de presença no lar; ou desempregados (além de, não raro, alheios e alienados face os vícios de natureza variada); ou com parca ou nenhuma alfabetização. Pela desagregação, transferem seus dilemas aos filhos, vitimados num processo permanente de diversificada gama de carências. No entanto, com muita frequência, toda a responsabilidade, e principalmente os efeitos deste conflito, são atribuídos à instituição escolar. Em decorrência, é crescente a quantidade de gerações cada vez mais dependentes, desviando a escola de suas reais funções para poder suprir outras competências, exteriores às suas originárias funções. Cabe aí ao psicopedagogo intervir junto às famílias desses alunos. A ação psicopedagógica ocorre por meio de uma entrevista focada na anammese, ou seja, trazendo à tona o histórico dos antecedentes, uma reaquisição da memória do núcleo familiar, adquirindo-se, então, informações sobre sua vida orgânica, cognitiva, social e emocional.
Estar atento ao pensamento, seus anseios, seus objetivos e expectativas relacionadas ao desenvolvimento do filho é de grande importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico provisório. Pois, essa análise comporta investigações compreendidas em solução de continuidade, sempre sujeitas a revisões, durante todo o trabalho na própria ingerência, preservando o objetivo de sistematicamente aferir o seu prosseguimento, a fim de corretamente acompanhar a evolução do sujeito discente.
Quando o fracasso escolar não está associado a desordens neurológicas, na família são localizadas as suas causas. Na percepção dos problemas, verificam-se as razões da lentidão de raciocínio, da desatenção, do desinteresse. E tais aspectos precisam ser trabalhados para se obter rendimento intelectual.
Familiares geralmente não querem enxergar nessa criança as suas dificuldades, que muitas vezes está silenciosamente clamando por socorro, manifestado num pedido de carinho, a fim de chamar atenção às suas carências. Este vínculo afetivo é decisivo para o seu progressivo crescimento de ordem moral e intelectual. Afinal, a criança só aprende se tem o desejo de aprender, anseio sempre dependente da efetiva participação paterna nesse processo.
É cobrado da criança o seu sucesso. Porém, quando isso não se realiza, surge a frustração e a ira, desvalorizando-a, num círculo vicioso.
Por isso, a interferência psicopedagógica precisa incluir os pais na ocupação de um novo espaço no contexto do trabalho, opinando, participando de reuniões periódicas, de maneira a viabilizar assistência junto aos professores.
Nesta perspectiva, a Psicopedagogia contribui significativamente com todos os múltiplos envolvidos no processo de aprendizagem, exercendo seu trabalho de forma multidisciplinar numa visão sistêmica.
(Caos Markus)
quarta-feira, 7 de maio de 2014
SEGUNDA-FEIRA, 12 DE MAIO DE 2014: "PLAUSÍVEL"
O 'coletivo' é possível, eu creio, quando não o traduzirmos por 'unanimidade'.
De maneira análoga, 'utopia' é algo virtual, cuja possibilidade, saindo da latência, alcançará a concretude plausível, caminho à realidade.
(Caos Markus)
DOMINGO, 11 DE MAIO DE 2014: "REVELIA"
Considerado o cérebro enquanto o principal órgão do sistema nervoso, cuja função mais importante é servir como estrutura física subjacente da mente; compreendida a somatização na raíz do termo, qual seja, "a fala dos órgãos"; e, finalmente, traduzida esta acepção na exigência explícita de uma origem psicossocial; não será prematuro afirmar que muitas 'sensações', quando somatizadas, se expressam falsamente como 'sentimentos'. Já nessa dimensão, o comportamento humano, à revelia de operações cerebrais organizadas, gera o desconforto da dor sem sofrimento ou do êxtase sem amor.
(Caos Markus)
SÁBADO, 10 DE MAIO DE 2014: " VÍNCULOS"
Somos sempre emissários e emergentes da sociedade que nos viu nascer.
Todo esquema referencial é, ao mesmo tempo, produção social e produção individual.
Constrói-se através dos vínculos humanos e consegue, por sua vez, a nossa própria constituição como subjetividades, por nós sempre reproduzidas, utilizando-as para, circunstancialmente, transformar ou manter os modelos nos quais vivemos.
(Caos Markus)
SEXTA-FEIRA, 9 DE MAIO DE 2014: "A MATRIZ DO CIDADÃO APRENDIZ"
Ao considerar a aprendizagem como um processo articulado com o momento do aprendiz, a sua história e as suas possibilidades sob o aspecto cognitivo, afetivo e social, a Psicopedagogia rompe a ligação ensino-aprendizagem, porque, tanto o ‘aprender como processo’ quanto o ‘processo de construção do conhecimento’ não têm relação necessária com o ‘ensinar’ e, finalmente, em razão de ambos antecederem e ultrapassarem o ‘ensinar’.
Sob este ponto de vista, passa a existir a necessidade de o psicopedagogo investigar com profundidade os contextos desse aprendiz, procurando reuni-los em uma síntese, a retratar a sua situação, enquanto viabiliza a aprendizagem.
Para aprender, o aluno precisa estar apto a fazer um investimento pessoal no sentido de renovar-se com o conhecimento. Implica um agir a envolver tanto a utilização dos recursos cognitivos mesclados com os processos internos, quanto com suas possibilidades sócio-afetivas. Vale dizer, a aprendizagem tem seu curso correlacionado à construção, pelo educando, de uma série de significados, resultados das suas interações (as já feitas e as em execução) em seu contexto social.
Popularizou-se a visão de que não basta e nem é garantia de sucesso escolar um ambiente doméstico favorável materialmente aos estudos, somado a um docente interessado e competente, voltados, ambos, para o bom desempenho da aprendizagem. Desta forma, trabalha-se com a possibilidade do modelo de aprendizagem não se caracterizar como algo de cunho somente individual, mas também como um padrão desenvolvido em uma rede de vínculos estabelecidos em família.
À família caberá dar noções de poder, autoridade e hierarquia, funções com diferentes níveis de poder e onde são aprendidas habilidades diversas: adaptação a diferentes circunstâncias, flexibilizar, negociar. Enfim, estimulará o pertencimento da criança ao seu núcleo familiar. Com a criança vivendo em família e se submetendo aos seus rituais, enquanto processo dirigido ao seu desenvolvimento, ela vai se individualizando, diferenciando-se em seu próprio núcleo familiar. Quanto mais as fronteiras entre os membros da família estiverem nítidas, mais possibilidade de individualizar-se a criança terá. Se tiver irmãos, será a oportunidade de experimentar relações com iguais.
Neste cenário, a criança constrói a sua referência de aprendiz e a forma como ela se relaciona com o conhecimento. Para a família do aluno, a escola tem uma simbologia e um significado presentes na forma de ‘ser aluno’ em sua maneira de participação nas atividades institucionais da educação. O modo pela qual a criança ‘se integra’ e ‘se entrega’ ao seu sistema de aprendizado está diretamente relacionado à capacidade desenvolvida em família de viver o coletivo compactuado.
Para a escola do aprendiz, a família é a matriz indispensável ao trabalho de planejamento desse novo cidadão. Toda a riqueza da sua evolução nela se inicia, fortalecendo durante o estabelecimento da sua rede relacional que, na sequência, acontece na escola e se expande para além dela. É em relação com seus pares e em um contexto democrático que a criança consolida o seu papel social no contexto da cidadania. Porém, de uma forma geral, a escola não vê com bons olhos interferências pedagógicas suscitadas pela entidade familiar, enquanto esta, por sua vez, nem sempre aceita orientações psicopedagógicas de caráter formativo da escola.
Nesse insensato jogo de forças quem perde são os alunos e, obviamente, todos os envolvidos. O sucesso está na unidade e na coerência de atitudes. Eis um desafio constante, sem dúvida a ser perseguido por sua razoabilidade, cujos princípios estão voltados à intervenção pedagógica comum às duas instituições educativas do menor aprendiz.
(Caos Markus)
segunda-feira, 5 de maio de 2014
QUINTA-FEIRA, 8 DE MAIO DE 2014: "INDÍCIOS"
Eu não sou o amo de palavras cativas. E não sou escravo das palavras imperativas.
Eu não as escolho, elas não me procuram. Não há conluio entre nós.
Apego-me a pegadas de pensamento já ausente, seguindo a sua trilha marcada com vocábulos.
A cada termo recolhido, um fragmento reconhecido.
Diferente de aprisionar-me, palavras são cifras cunhando signos de códigos remanescentes. Não as notas de inédita composição, mas sim notações de recomposição.
Definitivamente, não há 'delírio' em tudo o que não se vê. Muitas são as vezes que não se vê porque , 'consumado' o 'vínculo', 'agrega-se' à 'instituição' 'padronizada'. Então, nem de fato se antevê.
'Constituídos' por 'acréscimo'no 'fomento' à 'união', a 'lucidez' é tentada ao 'delírio' da "proximidade" que "autentica" relações.
Contudo, se o "objeto" de ambos (delírio e lucidez) pode ser o mesmo, outros são os "objetivos": o 'delírio' não sabe que é presa da sua própria aceitação; a 'lucidez' só quer da razão alcançar os indícios, reencontrando ritos de passagem.
(Caos Markus)
QUARTA-FEIRA, 7 DE MAIO DE 2014: "PLAUSÍVEL"
O 'coletivo' é possível, eu creio, quando não o traduzirmos por 'unanimidade'. De maneira análoga, 'utopia' é algo virtual, cuja possibilidade, saindo da latência, alcançará a concretude plausível, caminho à realidade.
(Caos Markus)
TERÇA-FEIRA, 6 DE MAIO DE 2014: "CARENTE"
Não diga jamais uma palavra de amor, pois alto é o risco de o próprio amor entender que alguém o chamou. Então, carente, ele dirá em alto e bom som: "-Estou aqui!".
(Caos Markus)
sexta-feira, 2 de maio de 2014
SEGUNDA-FEIRA, 5 DE MAIO DE 2014: "INFINITIVO"
Nem ideologia nem crença, inverossímil, sim, o progresso em nossa evolução. O 'humano' confirma-se apenas enquanto substantivo precedido de um outro, o 'ser'. O pressuposto de respeito é dependente, todavia, de um verbo no infinitivo, a mesma grafia, mas diferente o sentido: 'ser'. A humana idade não se consuma, pois é ignorada essa conjugação.
(Caos Markus)
DOMINGO, 4 DE MAIO DE 2014: "VISÃO SISTÊMICA DO ENVOLVIMENTO"
O aprendizado não é adquirido somente na escola, é construído pela criança em contato com o social, junto com sua família e nos ambientes a envolvê-la. À família é creditado o primeiro vínculo da criança, inserindo-a no mundo cultural, simbólico, onde começará a construir seus saberes. Na realidade atual, as famílias estão despersonalizadas, situando-se em plano inferiorizado na sociedade, não sabendo lidar com situações novas: pais trabalhando, ausentes por tempo demasiado; ou em conflitos constantes nos escassos momentos de presença no lar; ou desempregados (além de, não raro, alheios e alienados face os vícios de natureza variada); ou com parca ou nenhuma alfabetização. Pela desagregação, transferem seus dilemas aos filhos, vitimados num processo permanente de diversificada gama de carências. No entanto, com muita frequência, toda a responsabilidade, e principalmente os efeitos deste conflito, são atribuídos à instituição escolar. Em decorrência, é crescente a quantidade de gerações cada vez mais dependentes, desviando a escola de suas reais funções para poder suprir outras competências, exteriores às suas originárias funções. Cabe aí ao psicopedagogo intervir junto às famílias desses alunos. A ação psicopedagógica ocorre por meio de uma entrevista focada na anammese, ou seja, trazendo à tona o histórico dos antecedentes, uma reaquisição da memória do núcleo familiar, adquirindo-se, então, informações sobre sua vida orgânica, cognitiva, social e emocional.
Estar atento ao pensamento, seus anseios, seus objetivos e expectativas relacionadas ao desenvolvimento do filho é de grande importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico provisório. Pois, essa análise comporta investigações compreendidas em solução de continuidade, sempre sujeitas a revisões, durante todo o trabalho na própria ingerência, preservando o objetivo de sistematicamente aferir o seu prosseguimento, a fim de corretamente acompanhar a evolução do sujeito discente.
Quando o fracasso escolar não está associado a desordens neurológicas, na família são localizadas as suas causas. Na percepção dos problemas, verificam-se as razões da lentidão de raciocínio, da desatenção, do desinteresse. E tais aspectos precisam ser trabalhados para se obter rendimento intelectual.
Familiares geralmente não querem enxergar nessa criança as suas dificuldades, que muitas vezes está silenciosamente clamando por socorro, manifestado num pedido de carinho, a fim de chamar atenção às suas carências. Este vínculo afetivo é decisivo para o seu progressivo crescimento de ordem moral e intelectual. Afinal, a criança só aprende se tem o desejo de aprender, anseio sempre dependente da efetiva participação paterna nesse processo.
É cobrado da criança o seu sucesso. Porém, quando isso não se realiza, surge a frustração e a ira, desvalorizando-a, num círculo vicioso.
Por isso, a interferência psicopedagógica precisa incluir os pais na ocupação de um novo espaço no contexto do trabalho, opinando, participando de reuniões periódicas, de maneira a viabilizar assistência junto aos professores.
Nesta perspectiva, a Psicopedagogia contribui significativamente com todos os múltiplos envolvidos no processo de aprendizagem, exercendo seu trabalho de forma multidisciplinar numa visão sistêmica.
(Caos Markus)
Estar atento ao pensamento, seus anseios, seus objetivos e expectativas relacionadas ao desenvolvimento do filho é de grande importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico provisório. Pois, essa análise comporta investigações compreendidas em solução de continuidade, sempre sujeitas a revisões, durante todo o trabalho na própria ingerência, preservando o objetivo de sistematicamente aferir o seu prosseguimento, a fim de corretamente acompanhar a evolução do sujeito discente.
Quando o fracasso escolar não está associado a desordens neurológicas, na família são localizadas as suas causas. Na percepção dos problemas, verificam-se as razões da lentidão de raciocínio, da desatenção, do desinteresse. E tais aspectos precisam ser trabalhados para se obter rendimento intelectual.
Familiares geralmente não querem enxergar nessa criança as suas dificuldades, que muitas vezes está silenciosamente clamando por socorro, manifestado num pedido de carinho, a fim de chamar atenção às suas carências. Este vínculo afetivo é decisivo para o seu progressivo crescimento de ordem moral e intelectual. Afinal, a criança só aprende se tem o desejo de aprender, anseio sempre dependente da efetiva participação paterna nesse processo.
É cobrado da criança o seu sucesso. Porém, quando isso não se realiza, surge a frustração e a ira, desvalorizando-a, num círculo vicioso.
Por isso, a interferência psicopedagógica precisa incluir os pais na ocupação de um novo espaço no contexto do trabalho, opinando, participando de reuniões periódicas, de maneira a viabilizar assistência junto aos professores.
Nesta perspectiva, a Psicopedagogia contribui significativamente com todos os múltiplos envolvidos no processo de aprendizagem, exercendo seu trabalho de forma multidisciplinar numa visão sistêmica.
(Caos Markus)
Assinar:
Postagens (Atom)
(1).jpg)






.jpg)
