"PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU...".
-MAS, PELO AMOR DE DEUS! O QUÊ AINDA FAZEIS AÍ ?!!
(Caos Markus)
REMETENTE e DESTINATÁRIO alternam-se em TESES e ANTÍTESES. O ANTAGONISMO das CONTRADITAS alçando vôo à INTANGÍVEL verdade.
Sugestivo paradoxo, da essência do poder emergem duas antagônicas conotações.
Pois, se por um lado, com a 'existência política' do homem, nasce, originariamente, a 'racionalidade' (indispensável ao progresso da civilização); já sob outro ângulo, em oposição, é o próprio poder que se reveste de uma 'grandeza' humana. Esta última, iminentemente a mensuração do mal à coletividade.
'Racionalidade' e 'crueldade', eis a surpreendente bipolaridade do poder.
Os que só vestem a camisa da 'esquerda', industrializando a miséria e faturando o descontentamento da maioria, "criando" novas "categorias sociais" ao invés de (re) conhecer a necessidade da luta de classes; estes apenas buscam inebriar o povo, negociando, de fato, com o regime político que jamais pretenderam mudar.
No Brasil, em meio a um ambiente absurdamente conflitante, decorre, da competição política, uma sucessão de pressões tendentes a maiores gastos públicos e, lado a lado, crescente carga tributária, necessária ao seu custeio. Daí, abre-se caminho para imensa crise fiscal, com os excedentes do setor privado sendo repassados -através de impostos- ao financiamento das mal identificadas 'políticas sociais', cuja destinação, sabe-se, é a de amortecer os conflitos entre a maioria miserável e a opulenta minoria, de maneira a neutralizar qualquer mínimo risco de explosão social, buscando-se, inclusive, a manutenção do sistema sócio-econômico em limites toleráveis de dissenso. Tudo a legitimar, por efeito, um regime dissimuladamente discriminador e iníquo. Regime no qual, ao longo de sucessivos governos, a geração -pelo Estado- de programas assistencialistas estimulou a criação de disputas fisiológicas pelo mercado da pobreza, fazendo do sempre mais elevado déficit público um dos pontos mais vulneráveis de ruptura na política nacional.
S.T.F., UMA 'SUPERESTRUTURA'-O 'Estado' é 'força', isto é, monopólio da força, cujo poder -de cunho psicológico- é exercido sobre todos e cada um de nós. A sua eficácia é, via de regra, proporcional à evolução da 'propaganda', através de persuasores 'ocultos'. Há, ainda, forças materiais, que emergem com o avanço das armas, do progresso de instrumentos e meios defensivos e ofensivos. Noutro aspecto, o Estado, diversamente, é 'impessoal'. Nele, os homens desaparecem ante a supremacia das leis. E nesta condição, sua 'forma' é assumida pelos magistrados e demais funcionários do aparato judicial. As funções atribuídas aos togados e coadjuvantes do Judiciário são, entretanto, limitadas pelo 'Direito'. Então, Estado e Direito 'co-incidem', em efetiva demonstração de que o Estado é uma criação do Direito. Não por menos, o Direito é, sim, superestrutura do Estado. No Brasil, não é diferente. Aqui, a máxima representação dessa superestrutura foi institucionalizada no Supremo Tribunal Federal. Não por acaso, é no STF que a Presidência da nossa República Federativa sempre busca (e encontra) respaldo aos seus desatinos. Lugar onde "coincidem" Estado e Direito.