Na dialética dos dialetos guturais, 'gomorrasodomatrabucodonozor' é inexpressivo vocábulo, se da hermenêutica pretender-se primado deontológico.
(Caos Markus)
REMETENTE e DESTINATÁRIO alternam-se em TESES e ANTÍTESES. O ANTAGONISMO das CONTRADITAS alçando vôo à INTANGÍVEL verdade.
Qual peculiaridade apresenta a conduta de um 'forasteiro' que procura interpretar o 'padrão cultural' de um 'outro grupo', nele buscando se integrar?
A dificuldade desse 'forasteiro' tão-somente exacerba a situação já conhecida por todos os homens em seu dia-a-dia. E começa a ser esclarecida quando se pode reconhecer que o saber a nos guiar é incoerente, parcialmente claro, e não isento de contradições. É incoerente porque os interesses individuais (determinantes da relevância dos objetos suscetíveis de indagação posterior) não estão integrados em um sistema coerente. Em sua rotina, o ser humano está apenas em parte interessado na clareza de seu próprio conhecimento. Além do mais, ele não deseja a verdade e não se indaga pelo correto; seu conhecimento, enfim, não é consistente. Pode a um só tempo considerar como válidas, na mesma medida, declarações de fato absolutamente incompatíveis entre si. Como pai, filho, patrão, empregado, cidadão, militante de um partido... ele pode ter as mais diversas e menos congruentes opiniões em matérias de moral, política ou economia. Estas características convergem, todas, à meta comum aos homens em geral, qual seja, a de pensar e agir, costumeiramente, como sempre se fez. Isso significa manter utilizável o estoque de fórmulas às quais -quando necessário- sempre se recorrerá. A inadaptação típica do 'forasteiro' ocorre porque suas receitas não se conciliam (na maioria das vezes têm sentidos opostos) com as do 'grupo' a que procura se incorporar. Da mesma maneira como túmulos e lembranças não podem ser transferidos nem conquistados, é estabelecida entre o 'forasteiro' e o 'outro grupo' uma inevitável e perene descontinuidade. O obstáculo só será removido se o 'forasteiro' quiser (e conseguir!) assumir as "regras' do 'outro grupo'.
Tudo isso aparenta ser de fácil entendimento. Todavia, por indispensável, não se deve olvidar. Há que se distinguir, antes, os personagens (o 'outro grupo' e o 'forasteiro') pertencentes ou à sociedade 'central' ou à 'periférica', nas diferentes expectativas dos seus atores face a diversidade 'cultural' entre eles.
(Caos Markus)
“Nós ficamos às vezes martelando muito mais no castigo a quem matou do que em enaltecer a imagem das pessoas que morreram acreditando numa coisa." (Presidente Lula)
"De martelada, choque elétrico, pau-de-arara etc., etc., os matadores entendiam muito bem, pois acreditavam que suas vítimas eram apenas imagem de uma coisa." (Caos Markus)
"Vamos pegar por exemplo o Gregório Bezerra que foi arrastado pelas ruas de Recife. Ao invés de nós ficarmos querendo saber quem arrastou Gregório Bezerra, nós precisamos valorizar o significado do sacrifício a que ele foi submetido." (Presidente Lula)
"O significado da submissão ao sacrifício é o viés do valor do exemplo de quem se arrasta pelas ruas como Cordeiro." (Caos Markus)
"Poderíamos pegar Marighella que é aqui desta terra. Ao invés da gente ficar querendo condenar eternamente o [seu assassino, delegado Sérgio] Fleury, vamos valorizar as razões pelas quais Marighella fez o que fez." (Presidente Lula)
"Deveríamos pegar nesta terra a eternidade sem razões, que condena valores como Marighella, num revés de todas as vítimas contra o assassino delegado." (Caos Markus)
"E assim a gente iria construindo mais heróis neste País. Iríamos construindo mais gente que pudesse servir de exemplo". (Presidente Lula)
"E nem assim a gente construiria este País. O exemplo de gente servil segue construindo heróis a fim de matar a própria história." (Caos Markus).
(Caos Markus)